Corneta do RW

Para a IVI o Congo ainda é Zaire e o ano de 2010 é o ano que não começou

==========================

Já de volta de à sua plataforma de lançamentos, em Ibirubá/RS, o corneteiro Czanatta espantou-se com a memória seletiva da IVI.

Curiosamente, do Congo, a única lembrança vermelha isenta é que em 1974, na Copa da Alemanha, o país se chamava Zaire. Um fenômeno que tem uma ligação subterrânea com a sumária eliminação do ano de 2010 dos calendários da IVI.

Enquanto isso, uma fonte que muito pouca gente lê, o “site irmão” – como o chama, com aquela sua singeleza retórica característica, o presidente de honra Maurício Guinaçççú – relembrou uma ligação mais quente com o Congo, destino de refúgio do editor-chefe do blog quando a euforia vermelha isenta ultrapassa 9,9 graus na escala IVISTER.

Como anotou o coordenador da Central de Resistência contra a IVI da Região do Alto Jacuí, neste episódio em que voltou cinco décadas e pulou por cima da de 2010, a IVI parece aquele cidadão veteraníssimo que lembra do primeiro beijo na esposa, mas não lembra do último!!

A Estrela Dourada Everaldo Marques da Silva

Everaldo, no lugar que merece: ao alto, entre os maiores de todos os tempos

Quando inicia uma Copa do Mundo, entre outras coisas, os gremistas veteranos, entre outras coisas, relembram com respeito e orgulho Everaldo Marques da Silva.

Ao buscar referências a Everaldo, que por óbvio deveriam ser feitas a cada Copa pelos veículos de comunicação que cobrem futebol, quase não se encontram e, em seguida, quando se buscam homenagens públicas permanentes, aí mesmo é que não se acha quase nada. E vem à mente a “pergunta que não quer calar”: como assim, só isso mesmo?

Atenção: o personagem de que se está tratando é o lateral titular da Seleção tricampeã de 1970, o único gaúcho – de Porto Alegre, morador de bairro com nome do seu destino, a Glória – daquele time.

A maior homenagem foi feita pelo clube, imediatamente após seu retorno do México. Everaldo virou a estrela dourada na bandeira do Grêmio.

Parece óbvio, por outro lado, que o nome dele deveria ser relembrado com ênfase, aparecer em letreiros por todo lado, instalações esportivas, avenidas e grandes praças e, a cada Copa do Mundo, ser tema de matérias de jornais, tevês, rádios, canais de streaming e redes sociais da grande mídia.

Só que não. #SQN

Dentro das quatro linhas, Everaldo é patrimônio incontestável. A homenagem institucional é formidável e impossível de ignorar: virou símbolo oficial eterno com a famosa estrela dourada na bandeira gremista e o Pórtico dos Campeões no saudoso Estádio Olímpico.

Ou seja, na cultura do futebol, Everaldo é um marco, entre um elenco que é dos maiores de todos os tempos. Mas quando a gente pisa na rua… a história muda.

Uma Avenida Everaldo Campeão de 70 seria algo a se esperar num lugar em que o futebol tem tanta importância no dia a dia de muita gente. E o que encontra na realidade? Um mapa pulverizado.

Um levantamento pelos municípios do Rio Grande do Sul revela que ruas com o nome do grande tricampeão existem, espalhadas por aí, na capital – bairro Partenon, na região metropolitana de Porto Alegre e Caxias do Sul, onde atuou no Juventude por empréstimo, quando tinha 20 anos de idade.

Não se pode afirmar que Everaldo esteja ausente, mas a presença é tímida, no “modo avião”.

Nesses tempos de redes sociais entrelaçadas com a grande mídia ainda potente, por exemplo, curiosidades que poderiam ser mote para postagens num tempo de busca insaciável por conteúdos, sequer se dá algum destaque à coincidência de que o narrador da maior rede nacional de televisão nesta Copa de 2026, por competência e circunstância, Everaldo Marques, é homônimo do campeão de 70.

Não há uma grande praça central de Everaldo. Não há um estádio público. Não há um ginásio de esportes de grande porte.

Fica a nítida sensação de que o tricampeão que deveria ser tratado como um mito, reforçado pela tragédia precoce de ter morrido aos 30 anos em acidente de trânsito em que o veículo que conduzia foi um prêmio pelo seu maior feito no futebol, mal e mal tem sua memória cultuada por veteranos torcedores que tiveram o privilégio de vê-lo atuar em campo.

México 70

E, como conclusão, fica a grande pergunta: por que Everaldo não tem seu merecido reconhecimento na escala e intensidade que é dada a outras figuras do passado do futebol do Rio Grande do Sul, que sequer obtiveram títulos em competições nacionais, para não falar de tamanha relevância histórica como a posse definitiva da Taça Jules Rimet?

Nessa época de bolão de resultados dos jogos da Copa, o blog propõe que os corneteiros e seguidores deem seus palpites: o fato de que atua no Rio Grande do Sul, há quase noventa anos, uma imprensa vermelha isenta, a IVI, estará entre os vários fatores que devem constituir a melhor resposta para a questão? Escolha seu palpite:

[ ] a IVI non ecxiste

[ ] isto é muita doença

[ ] sim

[ ] óbvio que sim

Central IVI das Eleições (e classificados de imóveis)*

será uma longa pausa para a Copa do Mundo…e até as eleições…preparemo-nos

O implacável Setor de Fiscalização da IVI não deixa passar nada: além dos informes dos tribunais eleitorais, pode-se esperar que a patrulha vá questionar se Arthur caiu na malha fina do imposto de renda, se Carlos Vinícius estourou o limite do cheque especial, se as vacinas de Pavón estão em dia e até mesmo se Brait está com o IPVA dos carros vencido…

A expectativa é de que, “pelo amor dos meus filhinhos”, como dizia o antigo narrador da Record, todas essas respostas do além chegarão entre o final da Copa do Mundo e as eleições de outubro.

Enquanto isso, Jocimar CRECI Farina continua compartilhando seus conhecimentos profundos da parte escrita em letras miúdas nos contratos imobiliários para manter seu currículo registrado no Conselho cheio de anotações de responsabilidade técnica sobre a Arena do Grêmio…

Jocimar buscando o troféu de “o mais resiliente” das Forças Auxiliares da IVI

*com a colaboração dos corneteiros camisas 10 do blog mundo afora, entre eles, CZanatta, de cima do Atlântico, provavelmente…

A resistência contra a IVI presente na Europa

Editor-chefe e corneteiros resistentes em missões individuais e simultâneas no Velho Continente

A luta de resistência contra a IVI, bem como contra a ditadura do futebol texano não tem refresco. O que resta é unir o útil ao agradável, sempre que possível.

O editor-chefe do blog, CZ, o correspondente de Ibirubá (por enquanto, segundo o próprio), e o corneteiro JJM de Criciúma estão neste momento encerrando excursões simultâneas por um roteiro que incluiu Portugal, Itália, Suíça, Alemanha e Bélgica.

local da homenagem às vítimas do Torino e bandeira da Chapecoense

Zanatta manda dizer à redação que “seguindo o exemplo do nosso Mestre RW, também buscamos o velho continente numa alternativa ao inevitável exílio futebolístico“. Da Itália, onde visitou o local da tragédia e prestou homenagem às vítimas do avião que transportava a equipe do Torino, em 1949, o colaborador do blog conta que um dos seus anfitriões nativos afirmou que “começamos a decadência pelo fim do limite de estrangeiros nos clubes… descuidamos da base e dos jovens locais!!!“, o que o fez lembrar da IVI e sua demolição de jovens da base na primeira falha cometida, enquanto esbanja babação e tolerância com muitos veteranos que “hablan” e não jogam nada.

marca alemã de 1753 (imagem: RW)

Mas, como dizíamos, é preciso equilibrar a luta com o repouso entre contendas, assim, enquanto os corneteiros no Brasil seguem impressionados com a IVI sendo notícia da própria IVI, no caso do “corte” de Zé “Ataque de Nervos” Andrade da “seleção” do bunker da IVI pra Copa, RW e JMM competem amistosamente trocando mensagens e imagens que apontam as cervejas mais saborosas e as cervejarias mais antigas da Alemanha e Bélgica,

cerveja belga de 1704 (imagem: JJM)

O bunker da IVI mergulha no ‘infotenimento’

Infotenimento é a junção de informação e entretenimento, em que conteúdos jornalísticos, educativos ou factuais são apresentados com recursos típicos do entretenimento — humor, contação de histórias, drama, cortes rápidos, trilhas sonoras, memes e estética visual.

Essa estratégia surgiu da chamada economia da atenção, já que conteúdos puramente informativos competem com Netflix, games e redes sociais e, por isso, para serem consumidos, precisam entreter. O famigerado algoritmo das plataformas também favorece vídeos que prendem a atenção por mais segundos, e o entretenimento cumpre esse papel.

os galáticos da IVI que vão para a Copa caem na dancinha pro Instagram e TikTok

Justificado por alguns como uma forma de democratização do conhecimento pela ampliação do alcance de temas importantes é indiscutível que o infotenimento fica na superficialidade e nas pegadinhas ao caçar cliques, apela para o sensacionalismo e, muitas vezes, confunde opinião com fato. Além disso, usa um humor que frequentemente esconde vieses, como, no futebol, para favorecer um clube e prejudicar outros na base da zoação.

O jornalismo esportivo é uma das áreas em que mais em mais viceja o infotenimento, pois o esporte, em especial o futebol, já carrega drama, emoção e narrativa de heróis e vilões. O jornalismo ficou limitado a apenas a providenciar a embalagem disso em formatos híbridos.

o editor-chefe do blog foi à Suiça buscar inspiração para entender a IVI em tempos de dancinhas e tretas para as redes

Programas como Globo Esporte ou Bem, Amigos! misturam análise tática com humor e emoção, enquanto canais como Desimpedidos e outros puxam mais para a zoeira, mas ainda entregam alguma informação como dados de competições e entrevistas.

Essa (con)fusão entre dados e entretenimento se manifesta em debates cheios de piadas, muitas delas infames, quadros interativos e memes, transformando a notícia em show de humor (às vezes de mal humor) e forçando a barra das “tretas” entre participantes, que geram cortes para as redes.

O precursor desse estilo na TV brasileira foi Thiago Leifert, que introduziu no Globo Esporte uma linguagem descontraída, bordões e referências à cultura pop, abrindo caminho para que o jornalismo esportivo se tornasse também entretenimento, a ponto de ter se criado um substantivo para o fenômeno midiático: a thiagoleifertização da mídia dedicada ao futebol

Em parte, no quadro descrito até aqui se encontram algumas das razões que, segundo comentários que circulam pelas redes, explicariam o corte de Zé Alberto “Ataque de Nervos” Andrade do selecionado do bunker da IVI que cobrirá a Copa do Mundo deste ano, que provocou comoção entre velhos companheiros de trabalho e ouvintes cativos dos programas da rádio do bunker.

O infotenimento está para os “cronistas esportivos” formados na segunda metade do século passado, como o grande meteoro esteve para os dinossauros, quando, há quase 70 milhões de anos, caiu perto de algumas sedes da Copa do Mundo de 2026: Cidade do México, Guadalajara e Monterrey.

Pesquisa

Assista e Inscreva-se!

Arquivo