Legendas automáticas da IVI

O atento corneteiro colaborador Czanatta, de Ibirubá-RS, nas palavras do próprio, “saindo da bolha ilusória do football da Copa“, se deparou com essa pérola da diferença de estilos das editorias do bunker da IVI e da IVI do Centro.
Enquanto na avenida IVIranga, o autor da coluna, provavelmente porque já conhece bem o terreno onde pisa e os caminhos que levam à geladeira da redação do bunker, capricha no uso jargão corporativo e business e lasca “possíveis estruturas jurídicas e modelos de governança“, a IVI do Centro “realiza o prejuízo” e para dizer a mesmíssima coisa, escreve com todas as letras e siglas “recuperação judicial e SAF” inaugurando a aplicação do sistema de legendas automáticas do CP para matérias da GZH.

É possível que essa seja uma forte indicação de que a vaca está indo pro brejo e a situação esteja mesmo “pecuária”, digo, precária, pros lados da avenida Padre Cacique, pois são os raros os registros de “vestiário rachado” na IVI, com uma das sedes tentando “dourar a pílula” e a outra “enfiando o dedo na ferida” como nesses primeiros dias de julho.
Mick Jagger 2026

Arte: Aldo Votto
Dom Carvalho cravou na França. Vou acrescentar: o mundo inteiro cravou na França.
O problema é que Dom Carvalho está em má fase.Deu azar para os franceses.
No inicio da Copa fez um video indicando a Argentina como uma provável decepção no Mundial.Deu azar!
Depois fez uma previsão em que a Noruega “daria a bola” para o Brasil.E cravou na nossa seleção!
Pimba! Perdemos o jogo e tivemos a pior posse de bola da história das Copas.Deu azar
Agora o pavor está instalado nos palácios de Madrid.
Todo mundo apavorado com a possibilidade de Dom Carvalho anuncia a Espanha como campeão do Mundo (¿Por qué no te callas?)
Perda de gols na Copa com requintes de crueldade para o Presidente de Honra da IVI

O emérito presidente de honra da IVI, Maurício Guiññaçççú Saraiva, se puxou há alguns dias, depois da vitória da Colômbia na primeira rodada da Copa 2026, e lascou uma corneta estrambólica por conta do terceiro gol da seleção vitoriosa: “Gol na Copa com requintes de crueldade para a torcida do Grêmio“.
Isso porque Campaz, de passagem mediana no Humaitá, em temporadas ruins do clube, marcou para fechar o placar, depois de receber livre de marcação, com o jogo definido, aos 54 minutos do segundo tempo.
Corneteiros de todos os quadrantes entraram em contato com a redação do blog depois da partida do Equador contra Curaçao para dizer que esperaram, sem ilusão, uma flauta equivalente à torcida do clube da Padre Cacique invadida, depois do desempenho de Enner Valencia, que, naturalmente, relembrou a semi-final da Copa Libertadores de 2023, em que o atacante desperdiçou duas chances claras no segundo tempo do jogo de volta da semifinal da Libertadores de 2023.
A pesquisa exposta ao lado demonstra que o ceticismo dos corneteiros era justificado, haja vista que o egrégio presidente de honra da Imprensa Vermelha Isenta foi solidário com seus confrades torcedores porto-alegrenses e não tocou qualquer corneta ou flauta sobre as péssimas lembranças que os erros de Valencia trouxeram da derrota de seu clube do coração para o Fluminense de Fernando Diniz.

Para a torcida do Grêmio, requintes crueldade; para os torcedores vermelhos, camaradagem e apoio na hora do sofrimento.
Para a IVI o Congo ainda é Zaire e o ano de 2010 é o ano que não começou

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Já de volta de à sua plataforma de lançamentos, em Ibirubá/RS, o corneteiro Czanatta espantou-se com a memória seletiva da IVI.
Curiosamente, do Congo, a única lembrança vermelha isenta é que em 1974, na Copa da Alemanha, o país se chamava Zaire. Um fenômeno que tem uma ligação subterrânea com a sumária eliminação do ano de 2010 dos calendários da IVI.

Enquanto isso, uma fonte que muito pouca gente lê, o “site irmão” – como o chama, com aquela sua singeleza retórica característica, o presidente de honra Maurício Guinaçççú – relembrou uma ligação mais quente com o Congo, destino de refúgio do editor-chefe do blog quando a euforia vermelha isenta ultrapassa 9,9 graus na escala IVISTER.
Como anotou o coordenador da Central de Resistência contra a IVI da Região do Alto Jacuí, neste episódio em que voltou cinco décadas e pulou por cima da de 2010, a IVI parece aquele cidadão veteraníssimo que lembra do primeiro beijo na esposa, mas não lembra do último!!
A Estrela Dourada Everaldo Marques da Silva

Quando inicia uma Copa do Mundo, entre outras coisas, os gremistas veteranos, entre outras coisas, relembram com respeito e orgulho Everaldo Marques da Silva.
Ao buscar referências a Everaldo, que por óbvio deveriam ser feitas a cada Copa pelos veículos de comunicação que cobrem futebol, quase não se encontram e, em seguida, quando se buscam homenagens públicas permanentes, aí mesmo é que não se acha quase nada. E vem à mente a “pergunta que não quer calar”: como assim, só isso mesmo?
Atenção: o personagem de que se está tratando é o lateral titular da Seleção tricampeã de 1970, o único gaúcho – de Porto Alegre, morador de bairro com nome do seu destino, a Glória – daquele time.
A maior homenagem foi feita pelo clube, imediatamente após seu retorno do México. Everaldo virou a estrela dourada na bandeira do Grêmio.
Parece óbvio, por outro lado, que o nome dele deveria ser relembrado com ênfase, aparecer em letreiros por todo lado, instalações esportivas, avenidas e grandes praças e, a cada Copa do Mundo, ser tema de matérias de jornais, tevês, rádios, canais de streaming e redes sociais da grande mídia.
Só que não. #SQN
Dentro das quatro linhas, Everaldo é patrimônio incontestável. A homenagem institucional é formidável e impossível de ignorar: virou símbolo oficial eterno com a famosa estrela dourada na bandeira gremista e o Pórtico dos Campeões no saudoso Estádio Olímpico.
Ou seja, na cultura do futebol, Everaldo é um marco, entre um elenco que é dos maiores de todos os tempos. Mas quando a gente pisa na rua… a história muda.
Uma Avenida Everaldo Campeão de 70 seria algo a se esperar num lugar em que o futebol tem tanta importância no dia a dia de muita gente. E o que encontra na realidade? Um mapa pulverizado.
Um levantamento pelos municípios do Rio Grande do Sul revela que ruas com o nome do grande tricampeão existem, espalhadas por aí, na capital – bairro Partenon, na região metropolitana de Porto Alegre e Caxias do Sul, onde atuou no Juventude por empréstimo, quando tinha 20 anos de idade.
Não se pode afirmar que Everaldo esteja ausente, mas a presença é tímida, no “modo avião”.

Nesses tempos de redes sociais entrelaçadas com a grande mídia ainda potente, por exemplo, curiosidades que poderiam ser mote para postagens num tempo de busca insaciável por conteúdos, sequer se dá algum destaque à coincidência de que o narrador da maior rede nacional de televisão nesta Copa de 2026, por competência e circunstância, Everaldo Marques, é homônimo do campeão de 70.
Não há uma grande praça central de Everaldo. Não há um estádio público. Não há um ginásio de esportes de grande porte.
Fica a nítida sensação de que o tricampeão que deveria ser tratado como um mito, reforçado pela tragédia precoce de ter morrido aos 30 anos em acidente de trânsito em que o veículo que conduzia foi um prêmio pelo seu maior feito no futebol, mal e mal tem sua memória cultuada por veteranos torcedores que tiveram o privilégio de vê-lo atuar em campo.

E, como conclusão, fica a grande pergunta: por que Everaldo não tem seu merecido reconhecimento na escala e intensidade que é dada a outras figuras do passado do futebol do Rio Grande do Sul, que sequer obtiveram títulos em competições nacionais, para não falar de tamanha relevância histórica como a posse definitiva da Taça Jules Rimet?
Nessa época de bolão de resultados dos jogos da Copa, o blog propõe que os corneteiros e seguidores deem seus palpites: o fato de que atua no Rio Grande do Sul, há quase noventa anos, uma imprensa vermelha isenta, a IVI, estará entre os vários fatores que devem constituir a melhor resposta para a questão? Escolha seu palpite:
[ ] a IVI non ecxiste
[ ] isto é muita doença
[ ] sim
[ ] óbvio que sim
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