
O dia a dia da redação é abastecido por uma rede de corneteiros colaboradores, muito dos quais anônimos, que estão sempre atentos às atividades da IVI e também aos temas do futebol dentro de campo sobre os quais o blog se debruça desde sua fundação em 2012.
Esse é o caso do prognóstico sobre a possibilidade de que a próxima edição do clássico Gre-Nal, em 2026, caso Mano Menezes continue no comando do Grêmio e Ramón Díaz permaneça à frente do SCI, seja uma verdadeira celebração da arte de não jogar futebol.
Os otimistas sustentam que se pode esperar pelo Gre-Nal mais emocionante desde…desde o último empate sem chutes a gol. Os realistas recomendam não ter qualquer expectativa de ver gols, dribles ou qualquer coisa remotamente ofensiva.
Tudo indica que será o Gre-Nal do duelo tático texano, onde a bola será tratada como uma ameaça à paz do povoado e cada jogador um pistoleiro contratado para furá-la.

As grandes áreas se transformarão nos QG de cada bando, comandado pelos duelistas, com móveis trancando as portas da “casinha fechada” e tiroteio só pelos vidros quebrados das janelas.
Ataque? Só se o outro lado ficar sem munição. O objetivo? Cancelar o tiroteio, digo, o jogo antes que ele comece.
A bola será a vítima inocente, parada no meio da rua por onde passam tufos de grama seca levados pelo vento e sob fogo cruzado dos dois bandos tentando furá-la.
A única coisa que vai avançar será o relógio.
O resultado? Um espetáculo para os amantes das geometrias táticas defensivas e da estatística de desarmes.
Para os demais torcedores que gostam de futebol, será recomendável levar um bom livro de autoajuda a respeito de resiliência ou, talvez, fones para escutar um podcast sobre como sobreviver a 90 minutos de abstinência ofensiva.