
Entre os craques do bunker da IVI há um trio de meio-campo que, embora não faça sombra para os galácticos Diogo Pipoca, Leonardo Papoula e Maurício Guinaççú, enriquecem o elenco estrelado da Imprensa Vermelha Isenta com uma característica única: ninguém mexe com eles.
Os isentos vermelhos Antônio Carlos “palavra final” Macedo, o Mazedão, e Zé Beto “ataque de nervos” da Andradas, junto com o azul fascinado pelo vermelho Andrézinho “mas eu gostcho” Silva formam a trinca dos “Intocáveis” da IVI.
Mazedão “palavra final” saiu do futebol há tempos, embora o futebol não tenha saído dele, e foi pro jornalismo ‘geral’, de onde atua nas Forças Auxiliares da IVI do bunker. Atualmente compete em horário com o “Café com Vinagre“, do Capitão da IVI. Dizem os maus ouvidos que a diferença de azedume ao amanhecer é qualquer coisa como a diferença entre o de maçã e o balsâmico.

Mazedão encara cada entrevista (e provavelmente cada conversa) como uma disputa em que precisa sair vencedor. O fato é que é difícil que ACM reconheça que pode ser que não tenha sempre a razão, o que frequentemente transforma as entrevistas em confrontos em que ele sempre é o último a falar. Por essas e outras é que ganhou a número cinco de “volante mordedor” do trio, o respeito amedrontado dos seus interlocutores, que ele considera como atacantes adversários, e o epíteto de “palavra final“.
O caso de Zé Beto “ataque de nervos” é diferente, mas o resultado é igual. Ele é outro “inalcançável” da IVI, principalmente porque é um meia armador que reage de forma desmedida diante da marcação, demonstrando irritação intensa quando alguém ousa insinuar sua condição de vermelho isento. Diante de qualquer contratempo dessa ordem, JAA chuta a bola pra longe com jogadas rápidas e agressivas e, em seguida, faz protestos para o juiz aos gritos, com gesticulação espalhafatosa e, às vezes, escândalo total mesmo.

Já Andrezinho “mas eu gostcho” Silva é um meia de ligação leve e revolucionário taticamente. É um azul fascinado pelo vermelho que, de forma quase inacreditável, desenvolveu sentimentos positivos pelos companheiros de meio campo que cobram muito dele, muitas vezes o xingam e quase nunca lhe passam a bola por não ser um vermelho “legítimo”. Aparentemente, como forma inconsciente de sobrevivência, dá passes sempre para trás para agradar os colegas. E se alguém chama sua atenção para a situação à qual está submetido, xinga da mesma forma que é xingado pelos colegas meio-campistas. É tudo isso que, ao final, dá a AS a condição de “imexível” do time da IVI.