
Como sempre, a IVI atua em bloco.


As avaliações isentas das mais variadas subsedes da IVI e até de ex-craques que seguem atuando no time dos “masters” da Imprensa Vermelha Isenta formam um verdadeiro monólito como aqueles do filme 2001, Uma odisseia no espaço ou um menir daqueles carregados por Obelix…
Apenas para citar dois exemplos, Zini “Tottenham” Pires registrou num tuíte que a vitória foi “saborosa”, “mas não consegue esconder os graves problemas do time“.

Uma observação, ao mesmo tempo, muito sagaz e muito profunda, sem dúvida. Quem é que poderia se dar conta de uma coisa dessas, senão um expert com passagem pela Inglaterra?

Já o respeitado e dedicado especialista em arbitragem no bunker da IVI, Diori “Lanterna Verde” Vasconcelos, aparentemente se enfarou de analisar tantos pênaltis e cartões durante a jornada de domingo, que resolveu também meter sua colher nesse angu feito para curar ressaca e foi muito zeloso: “parece que o grenal resolveu todos os problemas”.
De fato, um fenômeno de percepção simultânea que caiu como chuva de prata de papel picado pela Ipiranga, Orfanotrófio, Morro (PUC) e Centro.
Curiosamente, não se leu, viu ou ouviu destaques às inúmeras peculiaridades que fizeram, quer a IVI queira ou não, com que o grenal n° 448 daqui para a frente venha a ser um dos mais lembrados entre as quase cinco centenas de clássicos já disputados.
- Quantas vezes um dos times sofreu três pênaltis e foi vencedor?
- Quantas vezes um centroavante estreante em clássicos marcou gol?
- Quantas vezes um capitão estreante em clássicos saiu vencedor com sua equipe?
- Quantas vezes um jogador recém contratado, com participação em duas Copas do Mundo, estreou no clube, justamente num grenal e saiu vencedor com sua equipe?
- Quantas vezes um dos times teve um jogador estreante em clássicos, estrangeiro, que cometeu dois pênaltis e permaneceu em campo durante toda a partida?
- Quantas vezes o time vencedor esteve duas vezes em desvantagem no placar e venceu o clássico na casa do adversário?
- Quantas vezes um jogador (que, no caso, é o 10º artilheiro criado nas categorias de base do clube a marcar em clássicos desde 2020) substituiu um colega e fez um gol na primeira participação no jogo?
- …
Essa lista de questões não pretende ser exaustiva e é muito provável que as peculiaridades não devem parar por aí. Mas, aparentemente, a IVI preferiu a ser “cautelosa” e analisar a “dinâmica do contexto”, em vez de fazer como de costume para relembrar detalhes, muitas vezes inverídicos, de grenais de 20, 30, 40, 50, 60, 70 ou 80 anos atrás, em que seu clube do coração foi o vencedor. Tudo com muito entrosamento e isenção vermelha, como sempre.