Si voceis pensam que nóis fumos embora
Nóis enganemos voceis
Fingimos que fumos e vortemos
Ói nóis aqui traveis
Nóis tava indo
Tava quase lá
Mas arresorvemos
Vortemos prá cá
Agora, nóis vai ficar fregueis
Ói nóis aqui traveis
Depois de breves, mas reparadoras, férias a redação do blog retomou as atividades buscando interpretações sobre os acontecimentos mais recentes do futebol texano.

O principal sintoma de que a mentalidade texana ortodoxa venceu a parada é que somados os resultados da dupla azul e vermelha, ‘mal e mal’ se chega a uma média de um gol por partida.
Por outro lado, o fenômeno IVI, que é o principal objeto de estudo do blog, também confirmou seus velhos padrões. Completou-se mais um círculo vermelho vicioso em relação ao clube do coração dos grandes craques da Imprensa Vermelha Isenta.
Todo início de temporada, apontam o favoritismo vermelho para várias competições. Diante dos primeiros resultado positivos, os ponteiros passam de 100% de elogios. Em seguida, os primeiros indícios de que a coisa está superestimada são relevados com desculpas das mais variadas e panos felpudos e de microfibra sendo passados durante todos os horários e espaços ocupados pelos ivistas.
Quando há, eventualmente, alguma melhora, voltam os superlativos desbragados em profusão. Retorna o favoritismo, jogadores do Menino Deus são incensados e elevados a craques de seleção, quaisquer resultados positivos são tratados como façanhas.
E na sequência em que a história se revela e segue seu rumo que é evidente para analistas racionais, quase sempre aqueles são de fora e livres da influência da mídia do estado, panos novinhos e enxutos são tirados das gavetas para serem passados nos novos fracassos.
Até que chega o abismo de sempre das derrotas e eliminações de competições. Nessa hora a IVI implode, explode e vira picadinho de papel prateado.
Então, os craques da IVI vociferam, xingam e pedem cabeças de todos os envolvidos, não sem antes arrastarem o Grêmio para o mesmo balaio, o assunto tendo ou não qualquer relação com o que acontece no futebol da Zona Sul.
Até que chegue uma nova temporada e o ciclo vermelho vicioso recomece seu giro, como já ocorre há pelo menos quatorze anos.
Cristiano Oliveira apresentou com frieza e sensatez, sem cornetas primárias, um bom quadro sinótico do ciclo que ocorreu na temporada que se encaminha para o final. Só faltou destacar os porquês e o principal porquê da escolha por se enganar feita pelo SCI e sua torcida.