Corneta do RW

Os caça-fantasma da série B

Os caça-fantasma do Sala de Babação da sexta-feira 13
Antonio Augusto atuou nas rádios Gaúcha, Farroupilha, Guaíba, Difusora e Pampa a partir de 1960, quando começou como locutor. Em 2007 se declarou gremista.

Pouca gente ainda se espanta com o repertório de teses isentas da turma do bunker da IVI, instalado ali na Avenida Ipiranga, às margens do “valão”, que é como o Arroio Dilúvio era chamado pelo saudoso Antônio Augusto, o “plantão das multidões”.

Totonho, como era conhecido pelos mais chegados, é considerado o criador da função de plantão esportivo no RS e atuou por décadas nas principais rádios de Porto Alegre. Nos seus últimos anos de atividade profissional diante do microfone abriu frente de luta de resistência contra a IVI, a qual conhecia muito bem por dentro das entranhas.

Mas ontem, sexta 13, Leonardo ‘Papoula’ Oliveira, que recebeu o apelido por conta de uma overdose de pãezinhos cobertos de sementes da flor que consumiu para salvar um jogador vermelho acusado de doping, se superou mais uma vez e alcançou novo recorde de notas na modalidade de ginástica artística retórica.

Logo depois da abertura do Sala, em que o apresentador leu a chamada enquete “interativa” (a propósito, existe alguma que não seja?), Léo Papoula arriscou, sem medo, um raciocínio duplo twist carpado para puxar o Grêmio para o meio da lama em que se afundara o seu clube do coração na noite anterior.

“A realidade bateu na porta“, disse Papoula. O apresentador replicou: “A realidade preocupa, então?”.

Foi aí que Papoula brilhou na acrobacia da “dupla grenal” e lascou a resposta cheia de efeito procurante: Preocupa. E a realidade bateu na porta dos dois.” (!!!!!!)

Desnecessário dizer que o craque da IVI do mês de setembro e do ano de 2023 foi enfaticamente apoiado pelo debatedor “identificado” de plantão, Vini “sem sal” Moura.

Esta é daquelas que fazem com que os veteranos relembrem Jack Palance, que depois de se aposentar dos papéis de texano nos filmes de bangue-bangue, apresentava uma série baseada numa coluna de jornal publicada mundo afora, a qual contava fatos tão inusitados e inacreditáveis que o leitor poderia duvidar da sua veracidade.

Palance apresentava junto com sua filha o programa que no Brasil foi ao ar no início da extinta TV Manchete, a partir de 1983. O título?

ACREDITE SE QUISER!

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