Corneta do RW

Magistrado isento vermelho Zé Beto da Andradas extingue o “jus esperneandi” azul

Antes de mais nada, a avaliação do blog sobre a situação do Grêmio tem sido declarada e difundida em várias oportunidades e diferentes meios, como os vídeos postados nos perfis do Instagram e X – @cornetadorw e canal do Youtube – @cornetadorwmultimidia9730 .

Dito isso, é preciso comentar a postura do grande magistrado isento vermelho J. A. Andrade após a partida entre Grêmio e CSA, nessa terça-feira à noite na Arena.

Plenário do INTER-IVI tira o chapéu para Zé A. Andrade

O magistrado, em decisão monocrática (que certamente será apoiada pelo plenário do INTER-IVI, o Inferior Tribunal Especial de Recursos da IVI) foi definitivo e, como grande e reconhecido doutrinador que é, decidiu criar por meio de liminar e inventou um novo tipo de justiça desportiva no futebol. A súmula é curta e grossa:

A agremiação que jogar bem e for prejudicada pela arbitragem pode berrar e espernear à vontade contra as decisões. Em caso contrário, isto é, se a equipe da agremiação surrupiada jogar mal, extingue-se automaticamente o direito de reclamar.”

Nessas horas, sempre é oportuno relembrar o Engº Nelson Wortmann, pioneiro combatente da resistência anti-IVI e pensador avant la lettre sobre a mídia de futebol do RS: “na hora da verdade, os isentos se revelam“.

Como observa com propriedade o corneteiro R. A., pesquisador especializado sobre o uso medicinal das plantas da família das papaveráceas, que tem a papoula como espécie de destaque, “o fato jornalístico é a sequência de erros crassos da arbitragem. Times ruins nós vemos toda hora, mas erros em sequência como esses é algo inédito. Agora não tem reportagem do tipo “na trilha dos pontos perdidos”, que fizeram com o SCI, projetando onde o Grêmio estaria na tabela, caso não houvesse erros de arbitragem. O foco da reportagem é a colocar mais fogo no parquinho. É aumentar a crise. O time é ruim, mas tem algo errado com esses erros de arbitragem. Apesar da ruindade, não era para o Grêmio estar nessa situação. Tem muito time pior.

Mas o magistrado Zé Alberto não entende assim. Aparentemente, entre dois dos grandes ensinamentos de Joel Silveira, quais sejam, “jornalismo é ver a banda passar, não é fazer parte da banda” e “repórter tem de ser chato, se não for chato não é repórter”, Zé esqueceu do primeiro e se jogou de corpo e alma para cumprir apenas o segundo…

Um repórter pode e deve investigar com isenção e usar suas prerrogativas constitucionais de liberdade e sigilo da fonte para dirimir qualquer suspeita de irregularidades na maior competição de futebol profissional do país, casualmente organizada e dirigida por uma entidade que não sai das manchetes há cerca de 40 anos por conta de contravenções, delitos de diversos graus de gravidade e até crimes internacionais como aquele que levou um dos seus presidentes mais recentes à cadeia nos EUA.

Para José Alberto, entretanto, é mais importante empunhar arrogantemente sua condição de repórter para tretar com um dirigente do Grêmio e pisotear sobre um péssimo resultado do time pelo qual não torce, do que desempenhar a tarefa mais relevante de um profissional do jornalismo que é a investigação e divulgação de fatos que não estão ao alcance do público e que de algum modo afetam sua vida, incluída sua paixão pelo futebol.

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