
Grande frase de Ariano Suassuna. O problema é que os realistas esperançosos são a minoria.
No meu micro-mundo os humanos são divididos entre otimistas ( tolos) e pessimistas (chatos).
Ah ! Eu prefiro os tolos!
Com os tolos é possível rir no Bar. Com os pessimistas é proibido rir no boteco.
Tive a ômicron em Janeiro. Graças as vacinas os sintomas foram fracos. Depois de 2 Coronavac e 1 Pfizer tive por 2 dias uma leve dor de cabeça e irritação na garganta. Sem febre.
Após a quarentena de 7 dias fui caminhar no Parque da Redenção.
Na Travessa da Paz encontrei um otimista (tolo)Conversa vai, conversa vem e acabamos chegando na Covid. Meu amigo otimista lascou : “ainda bem que foi fraco.Agora tens mais anticorpos.Teve um lado positivo nesta história”.
Quando estava no Movimento do Expedicionário encontrei um pessimista (chato militante).Tentei fugir. Não consegui. É mais difícil fugir de um chato do que marcar o Messi. O celerado da chatice sabia que eu tinha contraído o vírus e não se conteve : “O pior é que não adianta pegar a ômicron.Um estudo da Universidade de Chicago mostrou que se pode contrair várias vezes a Ômicron.”
Adentrei (em pânico) no Parque.Mesmo assim o chato conseguiu lançar a última flechada de pessimismo: ” Te cuida Ricardo! Tem uma sub variante da Ômicron que é mais transmíssível”
