Corneta do RW

Futebol texano prefere o “gol average”

O gol average foi utilizado como critério de desempate em competições nacionais e estaduais de futebol no Brasil até o início da década de 1970.

Naqueles tempos de antanho era preciso saber, além de somar e subtrair, as outras duas das quatro operações fundamentais da matemática, entre elas a divisão.

E o gol average era justamente a razão entre gols marcados e gols sofridos por um time durante um torneio ou campeonato. Em 1971 o futebol brasileiro acompanhou a tendência mundial e o substituiu polo saldo de gols e a coisa toda ficou mais simples de entender e deixou de beneficiar equipes retrancadas, já que cada gol sofrido reduzia bastante o índice, enquanto os times que marcavam muitos gols, mas também sofriam bastante, eram prejudicados.

Pois eis que, conforme um colaborador do blog, nestes tempos em que a contratação de Luís Castro pelo Grêmio rompeu o looping texano que promoveu a volta de Mano Menezes ano passado, relatou que ouviu a seguinte pérola de um “identificado gremista”, durante um programa de debates no dia seguinte à partida contra o Botafogo na Arena:

-Eu prefiro uma vitória de 1 x 0 do que uma de 5 x 3.

MORAL DA HISTÓRIA : o futebol texano parou no tempo faz mais de 50 (cinquenta!) anos, porque a única motivação lógica para uma afirmação dessas é que ainda estivesse valendo o gol average como critério de desempate.

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