
Depois do grande êxito da produção “Arena – onde o futuro recém saiu do forno” e das inúmeras mensagens recebidas na redação do blog enviadas por fãs da série Jornada das Estrelas, que no ano que vem fará 60 anos desde a sua estreia e já deu origem a 10 séries derivadas (spin offs), 13 filmes de cinema e que tem mais uma nova série e mais um filme previstos para serem lançados no ano da comemoração do sexagenário, a CORNETAFLIX apresenta sua nova série original “Os Camisas Vermelhas da IVI”.
Para aqueles leitores do blog que não são afeitos às histórias de ficção científica é relevante contar que “camisas vermelhas”, na série original de Jornada, eram os tripulantes de baixa patente da engenharia e da segurança da nave Enterprise que usavam uniformes vermelhos.

Para dar uma noção do perigo que os protagonistas estavam prestes a enfrentar, com muita frequência eles eram os primeiros a se ferrar nas missões em planetas desconhecidos e, na maioria, jamais retornavam à nave. Assim, a expressão “camisas vermelhas” se tornou, na cultura pop, sinônimo de personagens descartáveis e de participação efêmera nos episódios.
No caso do ‘bunker da IVI’, à beira do Arroio Dilúvio, há um sexteto de camisas vermelhas que já estão ali há algum tempo como candidatos à promoção para o ‘oficialato’ da IVI, que é o único jeito de estender a carreira e aumentar a importância nas tramas da octogenária entidade vermelha isenta.
Entre eles estão aqueles que já alcançaram algum prestígio, embora costume demorar muitos e muitos anos para que se abram novas vagas na alta hierarquia do bunker e não há previsão de quando terão a sua vez na ponte de comando.
Esse é o caso de Cristiano “Pedro de Lara” Munari, que às vezes frequenta o Sala de Babação e Rafael “Sr. Incrível” Divério, designado oficialmente herdeiro de Adroaldo “Justo” Guerra, pelo próprio, os quais foram escalados nos times da IVI de 2021 e 2022, respectivamente. Além deles, há Marcos “Mago dos Números” Bertoncello que levou o Troféu Capitão Reche de craque do mês da IVI, em dezembro de 2023.

Entre os menos cotados, Filipe “ex-torcedor” Duarte faz parte de um movimento contrarrevolucionário da IVI formado por ex-identificados(!) que se tornaram isentos vermelhos, tal como aconteceu com Divério e Bertoncello.
Na faixa dos camisas vermelhas em grande ascensão, mas que ainda tratam mais de notícias do que de opinião, ou que deveriam fazê-lo, estão Rodrigo “TAS” Oliveira e Marco “INSS” Souza. O primeiro é seguidamente destacado para viagens internacionais, tendo estreado na cobertura do caso Victor Ramos na Suíça.
O segundo foi assessor especial de Eduardo Barrigardo para assuntos de aposentadoria de craques de futebol e recebeu em 2023 o prêmio especial “Craque Revelação da IVI” e o troféu de craque do mês da IVI em novembro do mesmo ano.
Por enquanto, ficam com os ‘camisas vermelhas’ as tarefas ingratas e menores do dia a dia da ‘criação de conteúdo’ do bunker, tendo que para isso trabalhar sem ter horário, feriado ou folgas em todos os veículos, incluída internet, além da missão de catar material para alimentar as velhas raposas de pelo avermelhado, fomentadoras de crises no Humaitá e passadoras de pano nos arredores do Parque Marinha do Brasil.
Mas uma coisa é certa: aqueles ‘camisas vermelhas’ que resistirem à rotina de missões operacionais chatas e desgastantes e às armadilhas dos embates diretos a campo com os alvos da IVI são o futuro dela e garantirão uma cadeira no Sala de Babação no centenário da Imprensa Vermelha Isenta em 2040.
