
Juremir Machado da Silva é uma estrela das FAIVI – Forças Auxiliares da Imprensa Vermelha Isenta, formada por jornalistas, intelectuais, escritores, cartunistas e outros torcedores que têm o privilégio de terem espaço na grande mídia, com a consequente grande repercussão nas redes sociais.
Num momento em que a irracionalidade da paixão pelo futebol predomina, em que os eventos e os discursos de parte a parte estimulam a intolerância e transformam o risco de violência em perigo iminente, o que faz o ilustre Professor Juremir?
Em primeiro lugar, vem a público para tratar com menoscabo um esporte que tem grande alcance social e mobiliza grupos de interesse de todas as origens e condições, chamando-o de “brincadeira” e “passatempo”.
Depois apela para um senso de “realidade” – isso quer dizer que “brincadeiras” e “passatempos”, não são reais, Professor? – para jogar combustível altamente inflamável num ambiente que está com altíssimas temperaturas no verão e nas emoções de quem é apaixonado pelo futebol.
Apaixonado como ele mesmo é, aliás, embora pareça querer negar, provavelmente porque não fica bem para um intelectual de alçada confessar seu lado irracional, embora de tempos em tempos, como nesta postagem não consiga mantê-lo sob controle e o exponha de maneira evidente ainda que disfarçada.
Torçamos para que não haja acontecimentos nos próximos dias que obriguem o conceituado intelectual e professor Juremir a escrever um brilhante ensaio sobre os fatores que influenciam a violência no futebol, em que por honestidade intelectual, seja obrigado a incluir uma epígrafe em que conste um parcial mea culpa, ou, no mínimo, em algum trecho dele, um constrangido parágrafo autocrítico.
Pesquisa e edição: RW
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