Corneta do RW

O negacionismo e os negacionistas da IVI

1o negacionismo está previsto no 1º artigo da CTI

Aparentemente, se recusar a aceitar os fatos ou eventos, mesmo que haja evidências que os comprovem virou moda no século XXI. 

Não faz muitas décadas que o tipo mais conhecido de negacionismo era aquele que fazia com que o sujeito tirasse o sofá da sala como providência para sanar algum, digamos assim, percalço por receber visitas indesejadas quando não estava em casa.

Entre as várias formas de ‘negar o fenômeno`, com as quais convivemos, aqui no mundo da mídia de futebol do Texas, destaca-se aquele que rejeita a existência da IVI e sua atuação octogenária.

A coluna seminal escrita por Paulo Sant’Anna em meados dos anos 70, antes da sigla ser criada portanto, teve repercussão limitada, entre outras razões porque não existiam as redes sociais para que os leitores e ouvintes tivessem livre manifestação, então restrita a cartas (nunca publicadas) para os jornais e telefonemas (atendidos por algum passante das redações) para as rádios.

A partir de 2012, com a criação do blog Corneta do RW, a Imprensa Vermelha Isenta, e sua sigla com marca registrada no INPI, IVI, entraram para o dia a dia dos torcedores do Grêmio, a ponto de se tornar verbete na edição ampliada de 2022 do Dicionário de Porto-Alegrês do Professor Luis Augusto Fischer.

A coluna de 1976, em que Sant’Anna de declara vitorioso por “tirar as máscaras de muita gente disfarçada de imparcial“, isto é, os colegas “ligados ao vermelho” que “detinham o poder de não declará-lo” e a recente edição do Dicionário de Porto-Alegrês, no qual a IVI está lexicografada

A reação ao grito de que o rei estava nu foi grande ao longo desses tempos.

Todas as 10 escalações do time da IVI, de 2013 a 2022.

Por exemplo, craques que foram escalados nas edições anuais no time da IVI, entre eles alguns que hoje atuam profissionalmente como ˜jornalistas/radialistas identificados” e até “influencers colorados”, estavam entre os mais indignados e vociferantes negacionistas da IVI.

A IVI se adaptou aos novos tempos, segue em essência a mesma, mas, vez por outra, lembra que é bom dar um ar de isenção.

Ex-isentos Nando Gross e Rogério Boehlke na SELEÇÃO de todos todos os tempos da IVI, junto com os atuais ‘influencers colorados’, Fabiano Baldasso, Leandro Behs e Alexandre Ernst

Por conta disso, o ex-IVI Baldasso, hoje vermelho assumido, aproveitou o gancho e tentou lançar um tal ‘sistema azul’, por conta de matérias e opiniões de isentos que ele conhece muito bem, indignados com os maus resultados do clube da Zona Sul ou, simplesmente, ‘jogando pra torcida’ depois de desmascarados. Flopou, por razões óbvias.

O fato mais curioso, no entanto, é que há tricolores, alguns deles também jornalistas/radialistas identificados” e até “influencers gremistas” que engoliram essas reações e seguem, não só fazendo que não sabem de nada, como também se referindo aos “isentos vermelhos” em geral, a grandes craques como Pedro Legado (azul fascinado pelo verde, ou melhor, pelo vermelho) e o eterno Capitão Reche, e ao bunker da IVI com toda a deferência e “gratidão”.

Ass. Petroleiro de Rio Grande || contato: petroleiroRG@gmail.com

  1. O negacionismo é o 5º princípio fundamental da Constituição Tácita da IVI, que pode ser consultada clicando =>AQUI<= ↩︎

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