Corneta do RW

A amargura sem fim do Decano da IVI

Suárez, infelizmente para o futebol brasileiro e do Rio Grande do Sul, já se despediu do Grêmio há mais de um ano.

Mesmo passado tanto tempo, o decano da IVI continua atormentado e amargurado pelo impacto que El Pistolero causou na sua passagem pela Arena. Movido por uma destilaria de fel e dor-de-cotovelo teve o desplante de escrever ontem uma das piores páginas sobre futebol do Diarinho da Rua Caldas Júnior.

Ele, um profissional da área de comunicação, não fez qualquer comentário técnico a respeito do recém-lançado documentário sobre o brilhante jogador uruguaio e se limitou a iniciar a coluna apontando seu suposto objetivo, que pelo texto se subtende ser o único: a “gestão…faturar politicamente”.

Depois, dedica dois parágrafos ao assunto que mais conhece e se debruça com fervor há décadas, as disputas políticas internas do clube do qual não é torcedor.

Num lampejo de “reconhecimento” a Suárez usa uma metáfora meteorológica, trágica, naturalmente, e o chama de furacão. Parece que se arrependeu em seguida e lembrou que até os turbilhões têm categorias, insinuando, com estilo de dar inveja em Cléo Kuhn, de que o uruguaio não foi tudo isso…

Em seguida, repisa as balelas que a IVI desfraldou com ardor contra o grande goleador. Falou do tempo do contrato, do valor do contrato, da interrupção do contrato…

E aí, usou o “espadão” que todos os vermelhos isentos recalcados tiraram da manga no fim do ano. Cheio de ironia defumada com vapores de charuto cubano, digitou batendo nas teclas com fúria: Suárez “só” ganhou um Gauchão.

Na sequência, já com um fio de bile escorrendo pelo canto da boca, “lembrou” que o Grêmio foi “apenas” vice do Brasileirão e não foi hexacampeão da Copa do Brasil.

Com as feições cada vez mais retorcidas, foi se aproximando com galhardia do cume da sua transtornada peroração, como um maestro de orquestra quase apoplético perto do “gran finale” da 9ª Sinfonia de Beethoven.

Antes de dar o último “enter” no post que foi para o site da gazeta da IVI do Centro, fez força para controlar o aumento da pressão arterial com uma “paradinha”, como se fosse bater um pênalti marcado pelo VAR para o seu time do coração.

Foi com todo rancor vingativo que, nas entrelinhas, deu a entender que o craque da seleção uruguaia não é um símbolo apenas de feitos brilhantes, mas também de episódios sombrios e o que sobrou de sua estada em Porto Alegre serve hoje apenas para alimentar as disputas intestinas da elite política tricolor.

A par de tudo isso, o momento de maior manifestação de inveja, ciúme e desconsolo do Decano, foi, sem dúvida, aquele no qual se referiu ao sentimento dos gremistas pelo extraordinário jogador de futebol por quem tiveram o privilégio de torcer por uma temporada.

Aquela emoção da torcida que teria sido chamada de idolatria, caso Luisito tivesse jogado em Porto Alegre com uma camiseta vermelho e branca, foi tachada por ele de modo disparatado e pejorativo, quase como uma perversão coletiva, por mais incrível que pareça, de “fanatismo extremo”.

Ass. Petroleiro de Rio Grande || contato: petroleiroRG@gmail.com

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