
Marino se destaca na história do Grêmio por ser o único jogador tricolor que marcou quatro gols numa mesma edição do clássico grenal, há exatos sessenta anos, na primeira quarta-feira de maio de 1963, feriado do Dia do Trabalhador.
Ele segue, em número de gols feitos no mais importante dérbi do futebol gaúcho, a Luiz Carvalho, vulto tricolor que dá nome ao CT do Humaitá e ao gigante Alcindo, maior goleador gremista de todos os tempos.
Entre outros grandes momentos na carreira, Marino marcou um gol no lendário ‘Aranha Negra’, como ficou conhecido Lev Yashin, goleiro da seleção da antiga União Soviética (URSS), em amistoso na Europa, e esteve na partida do Grêmio contra o Santos, na ocasião em que o Rei Pelé atuou também como goleiro, no ano de 1964.
Nove anos antes, um jogador do arquirrival marcou quatro gols na vitória colorada no primeiro Gre-Nal do Olímpico, em 1954, a qual, de modo capcioso, a Imprensa Vermelha Isenta sempre chamou de jogo de inauguração do estádio, quando na verdade fazia parte de um torneio em que a primeira partida foi Grêmio contra o Nacional do Uruguai. O autor dos tentos, que se agregou profissionalmente anos mais tarde à IVI, foi idolatrado por décadas por ela numa versão do evento completamente tingida de vermelho.
O clássico que acabou 6 a 2 marcou a história da rivalidade citadina, mas Marino sempre que pode se manifestar, se contrapôs à lenda com sua própria história.
Segundo um sobrinho dele, Marino se comparava com ex-atacante colorado argumentando que tinha feito todos os gols do Grêmio no jogo, diferentemente do outro goleador.
Marino fecha o ’top ten’ dos artilheiros do tricolor gaúcho com 117 gols feitos em 248 jogos durante sua passagem no clube.
FONTES: Gremiopédia; UOL Esporte
Ouça a narração do ‘poker trick’ do craque Marino, no grenal 166 em 1º de maio de 1963