Corneta do RW

O time de todos os tempos da torcida tricolor texana

ESPECIAL 10 ANOS DO BLOG

Corneteiro Cão de Guarda, da redação.

Imagens: Corneteiro Aldo V.

Divulgado o time ideal do futebol texano-raiz

Todo time campeão começa por um bom goleiro. O nº 1 vai para John Wayne, dono da posição por causa dos seus 1,93 de altura, porque arqueiro texano, antes de mais nada, tem que ser grandão.

A defesa é conhecida como “Bando de Bandidos”.

Ninguém escova os dentes e todos mantêm a cara feia até pra tirar foto com o time. Acabaram, na prática, com o mocinho Belfort Duarte, que a nova geração tritex nem sabe quem foi. Nenhum deles disputa mais que três jogos consecutivos, pois “zagueiro que não leva cartão, não serve nem pra sentar no banco de reservas”.

Os craques desse setor são Lee van Cleef, Eli Walach, Jack Palance e Ernest Borgnine .

O dono da nº 5, o volantão cão de guarda, é Giuliano Gemma, o Ringo.  Conhecido por ser rápido no uso do bico da chuteira como uma faca. Faz dupla com Django, para tocar o terror nos adversários e em quem conhece o formato esférico. Nas viagens, é o mais procurado pelas torcedoras para fazer self, que todas postam no Instagram.

Franco Nero, o Django, volante conhecido por ter se infiltrado em time da Europa e pela compra milionária, que foi uma furada em dólares. Faz troca de posições com Trinity, com quem, pela semelhança física e de estilo de jogo, confunde os adversários .

Terence Hill, o Trinity – Jogador símbolo do trio de volantes rápidos no gatilho. Joga com a nº 8, mas é, de fato, um outro cão de guarda, só que disfarçado, que joga à frente da dupla Ringo e Django para dar um pré-primeiro combate na marcação.

Charles Bronson, o homem da gaita de boca, é o “extremo” pela direita que sempre recua pra ajudar o lateral e, nesses casos, está liberado pra não passar do meio do campo de volta ao ataque até a bola sair de jogo.

Clint Eastwood – “extremo” pela esquerda que joga fixo de braços dados com o lateral Van Cleef pra dobrar a marcação do atacante de lado do adversário. Não cobra nem escanteio. Nunca mostra os dentes em campo.

Bud Spencer, o Bambino (chamado assim por causa da tenra idade) é um centroavante-aipim, um nóóóóve de muito peso, especialista em fazer ‘golos’ de cabeça sem sair nem dois centímetros do chão. Não acerta o alvo quando está longe do saloon que frequenta. Aliás, sequer saca o revólver fora dos limites do seu povoado.

Finalmente, mas não menos importante é o nome do treinador dessa verdadeira seleção eterna: Quentin Tarantino. Sua maior habilidade é a “gestão de vestiário”. O ambiente de estrelas é cheio de de inveja e ciumeira, O caso mais grave é o despeito do feioso zagueirão Jack Palace por causa do sucesso entre a torcida feminina do cão de guarda galã Giuliano Gemma.

Tarantino é um técnico moderno, orgulhoso do sobrenome italiano, que renovou o futebol texano-raiz, mudando todo o vocabulário do jogo, sem mexer em nada no jeito de jogar, e seguindo o exemplo dos maiores times do Texas de todos os tempos, de quem revê na internet, no mínimo, dois jogos por dia.

Um futebol de muito passado, pouco presente e um futuro quase certo…

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